Quando nos propomos a ir a algum lugar diferente de onde normalmente buscamos nossas pautas nos deparamos com possibilidades novas que, somente, podemos encontrar quando saímos do óbvio, do mais fácil e da nossa zona de conforto. A Vila Brás tem um pouco disso. Primeiramente porque imaginamos uma coisa, um lugar que remete ao nome ‘vila’. Na seqüência, encontramos outra, diferente: há interesse dos moradores em conversar com os alunos, existe também uma curiosidade em ver sua fala ser transformada na matéria que virá em seguida, na próxima edição do jornal Enfoque.
Como a situação em que vivem não é a melhor de todas, nem mesmo é a escolha de cada morador – a maioria vive da maneira em que pode viver -, é muito fácil ouvir as reclamações, sugestões e dramas da comunidade. Vemos aí uma boa oportunidade de fazer algo que possa contribuir, de alguma maneira, às pessoas que acabamos conhecendo em uma manhã.
Se nossas matérias servirão como espelho que dá orgulho ao morador que se vê representado nas páginas, ou se servirá como partida de uma mudança que possa ocorrer para melhorar a estrutura da comunidade ou, ainda, se não alcançará nada disso, não sabemos. Mas o exercício de sair em busca de outra história ajuda a encontrar outras maneiras de construir as próximas edições, quando não estaremos mais preocupados em estar – ou não – nessa zona de conforto.
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