Sair a campo sem conhecer o local, sem nenhum tipo de pauta prévia, com horário de retorno determinado e com o objetivo de produzir uma matéria foi um desafio interessante. Cheguei ao local preocupada em não encontrar um assunto interessante e pertinente para o público do jornal e em não dar conta do tempo. Mas aos poucos, as necessidades, os problemas e as curiosidades da Vila vão se revelando a nós, de forma a nos possibilitar não apenas uma, mas inúmeras pautas. Temos apenas de estar abertos, interessados, tratando com seriedade a realidade dos moradores da Brás.
Como descreve Eliane Brum, "se o telefone e a internet são invenções geniais, não há tecnologia capaz de tornar obsoleto o encontro entre repórter e personagem". E não há mesmo. Este é o momento em que nossas habilidades são colocadas à prova e nosso envolvimento e paixão pelo fazer jornalístico podem ser intensamente vivenciados. E isto verdadeiramente aconteceu na manhã de sábado, 21 de agosto, pelo menos pra mim. Que venha a próxima.
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