Pelos corredores da faculdade tudo que ouvia eram reclamações quanto as idas à Vila Brás. Todo mundo de mau humor já na sexta feira pensando no dia seguinte. Isso me fez formar uma imagem de que o lugar era monstruoso, perigoso, etc. Eu estava totalmente errada.
A minha primeira reação ao chegar na Vila Brás, ainda no ônibus, foi rir. Não uma risada de deboche, uma risada feliz ao ver uma das muitas gambiarras arquitetônicas e pensar: esse é o jeito que alguém encontrou pra fazer a casa dos sonhos. Era uma mistura de materiais, umas paredes inacabadas, pinturas não finalizadas. Ainda assim, aquela casa é, provavelmente, a mansão de quem mora lá.
Além disso, os moradores e outras pessoas que encontrávamos na rua nos trataram muito bem. Todos que abordei foram muito simpáticos e educados, disponibilizando o próprio tempo para nos dar informações. Alguns até perguntaram por que eu queria saber aquilo, se ia sair no jornal.
Tudo isso colaborou para que a imagem que eu tinha formado sobre a Vila Brás nos últimos anos fosse totalmente contrariada pela experiência que tivemos no local. E culpo o mau humor dos colegas que fizeram a disciplina antes ao fato de ter que levantar cedo no sábado. Esse até eu tive.
Nenhum comentário:
Postar um comentário