sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Fonte atraída pelo cheiro do churrasco

Gutiéri Sanchez

A primeira saída pra Vila Brás era cercada de muitas dúvidas e entusiasmo. A ideia de ser colocado em um local que ninguém (pelo menos a maioria) conhecia dava o famoso “friozinho na barriga”. Mas o desafio é bom. Logo após um início de reconhecimento do terreno, nos espalhamos em casas, padarias, lan houses, farmácias, igrejas, escolas, lojas, mini-mercados... Tudo que tinha um portão era a chance de entrar e conseguir uma pauta. 

No caso da minha primeira, o portão ficou aberto, pois minhas fontes estavam na calçada. Eu já tinha visto do ônibus aquele casal, principalmente seu* Valduir, grande, fazendo churrasco. Talvez poderia ter procurado mais, mas é incrível como cada pessoa tem um universo próprio e uma história para contar. Fiquei ali e não me arrependo. Muita conversa com ele e sua esposa Lenir e aquele pensamento na cabeça: “Está faltando uma fonte. Mas tudo bem, pauta e coleta de dados e imagens. Tudo pronto”.

Quando vou atravessar a calçada para ir ao bar – onde todo mundo resolveu ficar entre uma matéria e outra -, chega um cara com macacão de construção civil e pergunta os preços pede para levar um espeto. Voltei , conversei com ele. Quando ele me disse que tinha se mudado há pouco para a Brás e procurou o churrasco pelo cheiro que a fumaça fazia, não precisei de mais nada. Achei o que faltava.

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