sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Quando a pauta encontra o repórter

Manuela Teixeira
 

Todo jornalista é chegado numa boa história. E a vila Brás está repleta delas. Uma comunidade que anseia por ser ouvida recebe esse grupo de iniciantes que percorrem suas ruas atrás de pautas.

Literalmente, percorremos mais ruas para esta edição. Menos ansiosos, pois já conhecíamos a vila, nos aventuramos Brás adentro, buscando outras possibilidades de matéria que não se concentrassem apenas na Av. Wasun. A descoberta de notícias, aliás, foi vista com mais ânimo pelos estudantes. Se na primeira visita a maioria se mostrava preocupado em ter de “apurar uma pauta na hora”, na segunda o fato era motivo de expectativa. Já sabíamos que sair de Brás sem matéria é quase impossível, já que, muitas vezes, é a pauta quem acaba por encontrar o repórter e não o contrário.

Foi o que aconteceu comigo na manhã do dia 25 de setembro. Resolvi andar pela vila, observar, conversar com os moradores. Assim, ao entregar os jornais, um deles chamou minha atenção para a troca de correspondências que acontecia na Rua das Magnólias, que gerava transtorno aos que residiam no local.

Por fim, conversei com alguns residentes sobre sugestões de matérias para nossa próxima edição, quando iremos experimentar algo novo no jornalismo: nosso pauteiro será um morador da Brás, que nos acompanhará durante a apuração da matéria. Mais uma vez, o tempo passou rápido e outra manhã chegou ao fim na Vila Brás. Repórteres e fotógrafos reunidos, era hora de voltar à redação.

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