sexta-feira, 22 de outubro de 2010

A segunda visita

Roberta Roth


Chegamos no nosso destino e meu futuro era incerto. Ou seja, não tinha a mínima ideia do que fazer. Comecei pela parte mais fácil: distribuir os jornais pelo bairro, com prioridade para as pessoas que tinham sido minhas fontes naquela edição. Eu e alguns colegas fomos longe distribuindo e procurando denúncias, novidades, qualquer coisa que rendesse uma boa matéria.

Acho que quando partimos, éramos cinco. No meio do caminho fomos nos perdendo, conforme alguém tinha uma ideia e ia atrás dela, os outros seguiam a procura das suas. Passei na frente de uma casa com um papagaio, e fiquei o observando como tinha feito na nossa primeira visita à Vila Brás. Só que desta vez o morador estava ali, trabalhando. Entreguei o jornal, perguntei sobre os bichos, 3 cães e a ave. Começamos a conversar e descobri minha pauta! Um perfil sobre um senhor que trabalha por prazer, para preencher o tempo.

Quando virei as costas para avisar os amigos que era aquilo, que tinha achado minha pauta, eles já estavam caminhando, de costas para mim. Depois de uma boa conversa, avisei o entrevistado que precisaria voltar com um fotógrafo. Segui o caminho em direção ao ponto de encontro dos estudantes e, ao virar a esquina, dois moços bonitos com câmeras na mão! A sorte estava comigo. Voltamos lá e enquanto fotografavam, ambos conversavam com o meu entrevistado.

Para quem saiu do ônibus achando que ia ser difícil, correu tudo muito bem e antes das 11h eu já tinha terminado tudo, até um rascunho inicial da minha matéria. nho inicial da minha matéria.

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